Transgêneros estariam abusando de presas em presídio feminino nos EUA

 A denúncia foi feita por ex-guardas do presídio feminino de Washington (EUA). (Foto: Oficial Bimbleberry/Wikipedia Commons).

A denúncia foi feita por ex-guardas do presídio feminino de Washington (EUA). (Foto: Oficial Bimbleberry/Wikipedia Commons).

Publicado em Terça-feira, 23 Novembro de 2021 as 1:48

No estado de Washington, nos Estados Unidos, detentos homens que se identificam como mulheres estão sendo transferidos para a prisão feminina do estado, a Washington Corrections Center for Women, e em alguns casos abusaram sexualmente de mulheres presas. A denúncia é de atuais e ex-funcionários do presídio feminino e foi divulgada pelo jornal National Review.

A política de admissão de prisioneiros transgêneros foi aprovada pelo governador de Washington, Jay Inslee, mas ainda não foi transformada em lei. Os condenados do sexo masculino que desejarem ser transferido para a prisão feminina precisam apresentar um diagnóstico de disforia de gênero para avaliação do Departamento de Correções de Washington.

Mas, de acordo com Scott Fleming, um ex-guarda do Washington Corrections Center for Women, os requisitos exigidos para a comprovação de transgenerismo são fracos na prática. 

“O único pré-requisito é que os homens se identifiquem como mulheres. Eles não precisam ter feito uma cirurgia de redesignação, não precisam estar no processo de transição, nem precisam estar em um regime hormonal. O único requisito é que eles devem declarar a identificação como uma mulher”, disse Fleming ao National Review. 

Um condenado por estupro encarcerado junto com mulheres

Entre os seis criminosos homens que foram transferidos para o presídio feminino, estava Hobby Bingham, um agressor sexual, condenado por estuprar uma menina de 12 anos. Após se declarar como mulher e passar a se chamar Zoee Marie Andromeda Love, ele conseguiu uma transferência para a prisão feminina.

Scott Fleming relatou que certo dia no trabalho, um colega policial lhe contou que viu Zoee Marie e uma detenta deitados nus na cama de sua cela. A mulher, Heather Lee Ann Trent, possui deficiência mental, é vítima de abuso sexual e estava internada na unidade de saúde mental da prisão. 

Segundo Fleming, Trent tem uma índole de criança e Zooe e ela estavam na mesma cela há uma semana antes de serem pegos. O ex-guarda disse que se presumiu que os dois mantinham relações sexuais, porque Trent mencionava com frequência a outras detentas que fazia sexo oral no homem. 

O relatório do caso afirma que Zoee Marie tentou convencer a vítima de que eram “almas gêmeas”. De acordo com a Women’s Liberation Front, Trent foi estuprada porque todas as relações sexuais na prisão são consideradas não consensuais pelo sistema prisional dos EUA. 

Scott possui a mesma visão sobre o caso. Para o ex-guarda, o relacionamento deles foi "uma interação predador/vítima, pós-agressão", em vez de "dois reclusos apaixonados, após terem relações sexuais consensuais". 

“Foi uma grande irresponsabilidade do Estado alojá-los juntos na mesma cela. Deixe-me reiterar que isso é apenas o começo, já que há mais de 150 presos que virão de instituições masculinas em todo o estado. Esse estupro é simplesmente um sintoma de um problema muito maior, que abriga homens com órgãos genitais masculinos em pleno funcionamento em um estabelecimento feminino”, afimou Fleming.

O ex-guarda também relatou que a infração registrada pela policial que flagrou Zooe Marie e Trent desapareceu do disco rígido do computador do trabalho. Fleming afirmou que o incidente suspeito coincidice com uma ação judicial de um grupo de defesa de transgêneros, a Disability Rights Washington (DRW), contra o Departamento de Correções de Washington.

A organização afirma que o Departamento de Correções vazou ilegalmente informações sobre a identidade de gênero dos presos para veículos jornalísticos, como o Dori Monson Show. Para Fleming, a equipe do presídio encobriu o estupro ao não administrar um kit de estupro a vítima ou fazer um relatório para registrar o caso. 

Depois que Trent foi libertada da prisão, Zooe Marie foi transferido para um cela com outra detenta. Scott Fleming ainda relata que certo dia, ao passar pelo criminoso no presídio, Zooe fez um sinal com as mãos, sugerindo que faria “chover dinheiro”, em referência a indenização que o Departamento de Correções paga às prisioneiras que processam por engravidar no presídio.

O ex-policial afirmou que Zooe disse: “Vamos fazer um bebê de um bilhão de dólares e dividir o dinheiro quando sairmos”. 

Política transgênero nociva às mulheres

Outra ex-guarda da prisão feminina de Whashington, que decidiu permanecer anônima, concorda que a política de transferência de transgêneros é desastrosa para as detentas mulheres. 

“Esta é a única prisão feminina no estado de Washington. Disseram que a maioria das mulheres que estão na prisão vem de um ambiente abusivo e, na maioria das vezes, é a figura masculina que é o agressor. Agora, esta instalação está trazendo homens que se identificam como mulheres para a prisão. É um conflito de interesses. As presidiárias estão preocupadas porque agora você está colocando em risco a segurança delas. Esses abusos acontecem nos bastidores e fazem vista grossa”, ressaltou a ex-policial.

Conforme Kara Dansky, presidente da seção dos EUA da Campanha pelos Direitos Humanos das Mulheres, a política transgênero é uma violação dos direitos humanos. 

“O direito internacional e a decência humana básica exigem que os prisioneiros do sexo masculino e feminino sejam alojados em instalações separadas. Isso deveria ser um escândalo nacional”, afirmou Kara.

 

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