A força do hábito

(Foto: Getty)

(Foto: Getty)

Publicado em Sexta-feira, 27 Novembro de 2020 as 2:35

Todos nós tocamos nossa vida baseados em hábitos. Muitos deles nem percebemos que fazem parte da nossa rotina, simplesmente eles está lá e se tornam parte de nós. O que significa isso? Que uma grande parte da nossa vida é conduzida no piloto automático, já que não nos damos conta de diversas atitudes, frases, pensamentos... elas são ou surgem simplesmente como “força do hábito”.

Esse termo “força do hábito”, aliás, nos mostra o quão poderoso os hábitos podem ser. Eles podem nos moldar, de forma positiva ou negativa. No entanto, o bom é saber que os hábitos podem ser adquiridos (no caso dos positivo) ou eliminados.

Eu disse isso em meu livro “Viva sem compulsão”: “Uma coisa muito importante é que os bons hábitos podem ser adquiridos e os maus hábitos podem ser corrigidos.” Inclusive, os maus hábitos, quando se tornam permanentes, transformam-se em vícios. E o vício precisa de intervenções mais drásticas para serem eliminados.

Nossos hábitos produzem nossas colheitas. Então, precisamos conhecer bem os nossos hábitos. E, mais do que isso, ter a coragem de interferir neles. Quando não fazermos isso ficamos acomodados, entramos naquilo que muitos chamam de zona de conforto (ainda que não seja nada confortável) e acabamos sendo levados por esses hábitos.

Em vez de nós tomarmos as rédeas da nossa vida e administrá-la conforme seja melhor para nós, deixamos que corra no piloto automático dos problemas, das emoções descontroladas, dos medos inquietantes, das neuroses adoecedoras. Nós simplesmente negligenciamos a autoridade que temos sobre nós mesmos, dada por Deus a cada ser humano.

Para evitar os desastres decorrentes dessa falta de atitude, precisamos aprender a nos autoanalisarmos para compreender se estamos vivendo e respondendo a cada demanda da vida de forma racional e emocional (sempre com a flexibilidade que pode nos fazer superar obstáculos e avançar) ou se estamos reagindo conforme os hábitos instalados (e acumulados) em nós.

Algumas coisas que estão no piloto automático não nos causam mal. Por exemplo, fazer a higiene pessoal diariamente ao acordarmos. Ok! Isso faz parte de um bom hábito, de algo saudável. Mas ao longo do dia, certamente seremos conduzidos pelos hábitos não tão bons, que muitas vezes nos causa prejuízos.

Charles Duhigg, autor do best-seller “O poder do hábito” diz:

“... para modificar um hábito, você precisa decidir mudá-lo. Deve aceitar conscientemente a dura tarefa de identificar as deixas e recompensas que impulsionam as rotinas do hábito e encontrar alternativas. Você precisa saber que possui o controle e ser autoconsciente o bastante para usá-lo...”

Viu? Nossa vida tem um administrador, que somos nós. Nosso "Eu” deve tomar as rédeas da vida e conduzi-la da melhor forma, sempre focado nos propósitos estabelecidos nas diversas áreas: profissional, familiar, ministerial, acadêmica... Livre-se dos hábitos que te prendem e te impedem de avançar. Viva como o verdadeiro dono de si.

Trabalhe pelos bons hábitos, conserve os que tem e adquira novos, isso te fará bem:

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (Filipenses 4:8)

Por Darci Lourenção, psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor” e “Viva sem compulsão”.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

REFERÊNCIA:

DUHIGG, Charles. O poder do hábito: Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. São Paulo: Objetiva, 2012.

Leia o artigo anterior: Não desça da Cruz

 

Deixe um comentário