Devo vender ou alugar meu imóvel?

(Foto: Reprodução/Warehouse)

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Publicado em Sexta-feira, 3 Maio de 2019 as 11:20

Há 23 anos atuando e dando suporte no mercado imobiliário, pude perceber um grande estresse em torno de decisões no momento da venda de imóveis para uma grande parte das pessoas, afinal um erro pode custar muito caro.

Para ilustrar, recentemente fui contratado para auxiliar um casal sobre qual decisão deveria ser tomada em relação aos imóveis que possuem: um apartamento onde moram atualmente e uma sala comercial que usam para a empresa. A situação profissional de ambos havia mudado

significativamente, diminuindo a renda, por outro lado, o custo das propriedades aumentava, em especial IPTUs e Condomínios.

Essa situação não é isolada deste casal e mostra a complexidade das decisões que envolvem um mercado que é tradicionalmente conhecido por sua segurança, que foi impulsionado (até artificialmente) entre os anos de 2009 e 2012, e, de 2014 para cá, vive a pior crise já enfrentada em

sua história, provocada por questões que vão além das paredes do imóvel, ou seja, desemprego, queda na renda, alto endividamento das famílias, crise fiscal, além de instabilidade política.

Conjunturas que jogaram dentro das casas um forte questionamento sobre investimentos imobiliários, e a dúvida (novamente ela) entrou no pensamento de muitas famílias: "Será que devemos vender o imóvel?", "O que fazemos agora?"

Os números ainda mostram que há um enorme déficit habitacional no país, mas nos mostram, também, que houve uma enorme redução nos lançamentos, ocasionando o equilíbrio entre a oferta e procura.

Em virtude de casos e dados como os apresentados acima, retorno à pergunta inicial, afinal de contas, você deve, ou não, vender/alugar seu imóvel? Para hoje, sugiro um pouco mais de paciência, ou seja, esperar para vender seu imóvel. O valor dos aluguéis continua aumentando e com valores acima da inflação que não deve ficar próximo de 4,5% nos últimos 12 meses.

Os contratos que fazem aniversário no mês de maio de 2019, o reajuste será de 8,64%, que é o acumulado dos últimos 12 meses do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o mais usado do mercado. Isso porque a procura de imóveis

residenciais para locação é maior do que o número de unidades ofertadas no mercado, o que não acontece no mercado de venda de residências, pois atualmente está mais ofertado do que demandado.

Além disso, eventuais aprovações de reformas estruturais como a da previdência, da segurança e tributária, podem acelerar uma retomada da economia de forma mais rápida, trazendo investimentos, empregos e estabilidade para que as pessoas se sintam mais seguras em decidir comprar imóveis.

Um forte abraço!

Por Genys Alves Jr, empresário, advogado, pastor e corretor de imóveis há 18 anos com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. É membro integrante da Rede Imobiliária Secovi (Sindicato da Habitação) e um dos participantes na elaboração do Manual de Boas Práticas para o mercado de terceiros publicado pelo SECOVI/SP.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

 

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