Amor sem palavras

Michelle Bolsonaro discursa em LIBRAS na posse de seu marido Jair Bolsonaro, como presidente da República. (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Michelle Bolsonaro discursa em LIBRAS na posse de seu marido Jair Bolsonaro, como presidente da República. (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Publicado em Quinta-feira, 10 Janeiro de 2019 as 9:41

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra.” (1 Pedro 3.1)

Sem palavras. Foi assim que a primeira-dama honrou a Deus e a Igreja durante a cerimônia de posse do marido. Até hoje, muitos elogios estão sendo tecidos a respeito do gesto de amor que o discurso em LIBRAS, a Linguagem Brasileira de Sinais, representou aos brasileiros. Isso também foi uma maneira de anunciar o Evangelho, como disse Francisco de Assis: "Pregue o Evangelho; se necessário, use palavras”.

O discurso da primeira-dama surpreendeu em vários aspectos. Primeiro por ter sido todo feito em LIBRAS, emocionando o público e representando uma parcela da sociedade que vive no esquecimento. Nem mesmo a intérprete, que lia o discurso de Michelle, conseguiu se conter enquanto a primeira-dama gesticulava, comunicando-se diretamente com os deficientes auditivos.

Esses receberam da primeira-dama uma mensagem que falava sobre Deus, amor e esperança. “Agradeço à população brasileira pelas orações que nos deram tanta coragem para seguir adiante. Agradeço a Deus pela grande oportunidade de ajudar as pessoas que mais precisam”, disse.

Assistimos ali à demonstração clara do cumprimento de um dos ensinamentos de Jesus Cristo: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22.39).

Uma mensagem para todas as mulheres

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” (Mateus 6.7)

O exemplo de submissão e, ao mesmo tempo, de influência de Michelle Bolsonaro, nos traz várias leituras e muito aprendizado. Suas atitudes traduzem que ela conquistou o seu marido e tem sobre ele grande poder de influência, sem precisar falar muito. Mesmo sem ser evangélico, Bolsonaro aceitou se casar em uma Igreja Evangélica; ela foi a primeira mulher de um presidente a discursar em uma cerimônia de posse, e fez isso antes mesmo que o líder máximo da nação. Convenceu-o sem palavras. Ou seja, Michelle conquistou grandes coisas, como a rainha Ester, que também sem palavras, ganhou o coração do Rei.

De acordo com Provérbios 14.1, “a mulher sábia edifica a sua casa”. Podemos observar através das matérias na internet e televisão, que a casa do presidente vive recebendo visitas de várias lideranças evangélicas. Ali eles promovem momentos de orações, louvam, entre outras ações espirituais para atrair a Presença de Deus. Michelle prega, ministra sobre a vida do marido, mostrando que não é preciso falar muito para ser ouvida, pois sem palavras ela ganhou, não apenas o amor do marido, mas também, de toda a nação.

Por trás da serenidade, equilíbrio e semblante pacificador, Michelle irá edificar toda uma nação, pois passou a ser um modelo, mandando um recado fantástico, sem usar palavras, em especial às mulheres: vale a pena ser submissa, fiel, dar força ao marido e servir a Deus.

Liderança sábia

O discurso de Michelle Bolsonaro foi reconhecido como uma posição explícita de liderança e – usando o termo que as feministas gostam de bradar – “empoderamento feminino”, já que foi a primeira vez na história que uma primeira-dama se manifesta durante o cerimonial de posse.

Mas o gesto que deixou a todos estarrecidos, nada mais foi do que uma demonstração de amor à causa que Michelle milita há anos, como serva de Deus, na Igreja a qual faz parte. Esse olhar de acolhimento e respeito trouxe esperança ao nosso povo, que, finalmente, pode crer em um Brasil que, a partir de agora, terá governantes que realmente se importarão com todos os cidadãos.

Mais do que um discurso inédito de uma primeira-dama do Brasil, para mim, aquele foi o maior discurso da história, onde séculos de clamor por inclusão social e igualdade foram ouvidos e atendidos.

Desta forma, não temos em Brasília hoje, um presidente e sua esposa, meramente. Mais do que isso, temos duas pessoas levantadas por Deus para representar o Seu povo. Tanto o presidente quanto a primeira-dama têm um papel importantíssimo neste momento em que o país está vivendo. E através do amor, eles serão reconhecidos como discípulos de Jesus Cristo. Como diz João 13.35: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Uma serva virtuosa

Michelle Bolsonaro faz parte da Igreja Batista Atitude, presidida pelo pastor Josué Valandro Jr., a quem tive a honra de conhecer. Lá ela já exerce um ministério com surdos, através do qual foi despertada a valorizar os portadores de necessidades especiais. “Gostaria de modo muito especial de dirigir-me à comunidade surda, às pessoas com deficiência e a todos aqueles que se sentem esquecidos. Vocês serão todos valorizados”, prometeu durante o discurso.

Não apenas em seu discurso, mas durante toda a campanha presidencial, a primeira-dama demonstrou ser uma mulher de honra, portando-se de maneira adequada, ao lado do seu marido, como ajudadora idônea e companheira presente, inclusive nos piores momentos, quando seu marido passou pelo vale da sombra da morte, demonstrando ter altivez de espírito, equilíbrio e sabedoria para conduzir o presidente a boas decisões.

É de fato uma guerreira que não se envergonha de ocupar um papel de destaque diante da sociedade, representando bem a todos nós, evangélicos. É por reunir todas essas características que Michelle demonstra que entende as necessidades do povo. “O cidadão brasileiro quer segurança, paz e prosperidade. Um país em que sejamos todos respeitados”, disse.

É verdade que ao longo da história, o homem sempre ocupou lugares de destaque em relação à mulher, mas reconhecemos também o grande valor delas, em todas as esferas da sociedade.

Também tenho a dádiva de ter ao meu lado uma esposa atuante e incansável, por isso sei a importância disso. A pastora Mara Engel, é uma grande líder e exerce o seu ministério com excelência. Tenho certeza de que jamais chegaria onde cheguei sem a ajuda dela, que coordena todos os trabalhos em nosso ministério, além de ter a tarefa de educar os nossos filhos. Ela é uma guerreira que influencia positivamente em meu chamado no Reino de Deus e, que inúmeras vezes, conquistou-me sem palavras.

O porte de honra

Assim como temos o exemplo de mulheres na Bíblia que se sobressaíram, exercendo liderança, a primeira-dama desempenhará um papel fundamental para o governo e para o Reino de Deus. Débora foi juíza de Israel, Ester levantada por Deus como rainha e Febe, possivelmente pastora em Cencreia, região não muito distante de Corinto.

Está claro que estamos vivendo um novo tempo em nosso país, onde os preceitos da Palavra de Deus serão honrados e o amor fará parte de todas as decisões. Estamos diante de um cenário onde, antes de levantar um presidente, Deus levantou uma esposa cristã. Isto fará toda a diferença em todo o território nacional.

Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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