Lula e os principados no banco dos réus

Ex-presidente Lula foi condenado a 12 anos de prisão. (Foto: lmneuquen.com)

Ex-presidente Lula foi condenado a 12 anos de prisão. (Foto: lmneuquen.com)

Publicado em Terça-feira, 10 Abril de 2018 as 12:09

Ninguém deveria estar acima da lei. Assim como – por mais óbvio que pareça – ninguém pode estar acima de Deus. Lembro que no Artigo 5º da Constituição temos a declaração de que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, assim como o preâmbulo da Constituição de 1988 deixa expresso que a sua promulgação foi realizada "sob a proteção de Deus".

Sim, senhores! Falo a respeito da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar o pedido de habeas corpus contra sua prisão. Essa decisão mostra que não existe ninguém acima da lei, assim como não há ninguém que possa estar acima de Deus. Ainda farei um paralelo sobre as duas afirmações, mas por hora é preciso deixar claro que sempre estarei no lado da justiça.

Começo por esta questão. A justiça deve sempre ser cumprida conforme estabelece a lei, doa a quem doer! Com todas as garantias que o estado democrático de direito oferece aos indivíduos, como da presunção de inocência e de ampla defesa. Porém, para que ninguém esteja acima da lei, o país deve buscar punir com rigor os crimes, protegendo as vítimas e estabelecendo o ambiente social ideal.

Isso acabará com a sensação de impunidade, geralmente estabelecida pelos chamados “crimes de colarinho branco”. É o que vemos no caso do ex-presidente Lula. Ele teve direito a ampla defesa, buscou todas as instâncias da justiça, mas teve sua condenação irrefutável. Justiça foi feita!

Apesar de Lula ter insistido em agir como se estivesse acima da lei, esbravejando todas as autoridades competentes e tentando mudar o curso da normalidade jurídica, sua condenação foi inevitável. O julgamento de Lula mostra que ninguém está acima da lei.

Muito bem, o Brasil deixou de ser “terra sem lei”! Deixamos para trás a justiça comandada por marajás, por coronéis e por políticos de classe elevada. Estamos entrando em um novo tempo para o nosso país, onde não haverá mais distinção entre criminosos e criminosos, mas todos serão punidos.

Por outro lado, também podemos ver que ninguém está acima de Deus. Apesar de esta afirmação parecer indiscutível, sempre há aqueles que querem se colocar em um patamar de superioridade eclesial. E neste caso também me refiro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Principalmente por suas afirmações controversas.

Cabe lembrar que Lula se comparou com Jesus Cristo, participou de ritual para “fechar o corpo” e tem sido comparado a Moisés, líder que foi usado por Deus para libertar o povo de Israel do cativeiro no Egito. Israel, aliás, que foi muito prejudicado nos 13 anos de Partido dos Trabalhadores.

Assim como o principado do Egito foi julgado por Deus, as autoridades brasileiras também estão sendo julgadas. Essa verdade tem sido observada nos últimos anos, quando vários líderes cristãos (entre os quais me incluo) passaram a alertar sobre a postura altamente prejudicial do PT.

Tanto Lula, como também a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos estão sendo julgados por terem promovido o que há de pior para um país de maioria cristã. E me refiro tanto as ideologias, como as ações questionáveis destes governos.

Dilma Rousseff, por exemplo, quebrou vários acordos que havia feito com lideranças evangélicas. Em 2010, quando ainda era candidata a uma vaga ao Palácio do Planalto, Dilma assinou uma carta-compromisso onde prometia as lideranças cristãs que não apresentaria leis que favorecessem o aborto. Nas palavras da presidente: “sou pessoalmente contra o aborto e defendo a legislação atual sobre o assunto”.

Pouco tempo depois, quando assumiu a Presidência da República, Dilma mudou seu discurso, se colocando como favorável a interrupção da gravidez e se utilizando de estratégias obscuras para aprovar várias mudanças em temas sensíveis aos evangélicos, como o aborto e a homossexualidade.

Sem falar que Dilma Rousseff orientou a postura da diplomacia brasileira de forma contrária a Israel, contrariando o desejo da população e desafiando a Deus, que adverte sobre as bênçãos e maldições em relação a um posicionamento crítico ou favorável ao Estado de Israel.

A insensatez da ex-presidente foi tão grande, que Dilma chegou a apoiar o grupo terrorista Hamas e a liberar nota contra Israel. Ela também foi a Organização das Nações Unidas para defender o grupo terrorista Estado Islâmico. Cabe lembrar ainda, que ambos os ex-presidentes Lula e Dilma, patrocinaram regimes ditatoriais islâmicos.

O resultado disso tudo, somado aos crimes que ambos os ex-presidentes cometeram, é que Dilma Rousseff sofreu um impeachment (Dilma rejeita novo embaixador de Israel e pastor rebate: "Deus está te rejeitando") e Lula foi colocado no banco dos réus. Isso demonstra claramente que os principados estão sendo julgados no Brasil.

Concluo fazendo um alerta ao atual presidente, Michel Temer, de que sua postura em relação a Israel e os crimes que ele tenha cometido, ambos serão julgados pela justiça do homem e pela justiça divina. Temer e seus aliados, que posicionaram a política externa do Brasil de forma controversa, precisam demonstrar arrependimento. Estamos orando para que Deus levante um líder segundo o Seu coração neste país.


Por Joel Engel, pastor, líder do Ministério Engel, em Santa Maria (RS) e fundador do Projeto Daniel, que ajuda crianças órfãs em países da África.

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