As várias razões para crises conjugais

(Foto: Reprodução/Fortalecendo a Família)

(Foto: Reprodução/Fortalecendo a Família)

Publicado em Quinta-feira, 14 Janeiro de 2021 as 12:31

A história de cada casal tem sua parte linda e romântica! Como seria bom, se todo o tempo fosse assim…

Mas na vida real, necessitamos aprender a lidar com as CRISES, pois elas são oportunidades, para identificar dificuldades e trabalhar para ajustá-las!

Cada casal traz na sua história, a “somatória” da realidade (boa ou má) de cada cônjuge, em sua família de origem (Ex: gritar ou falar baixo; ajudar na limpeza ou não; respeitar ou ofender etc). Todas essas situações podem trazer tensões para o dia a dia. Assim, as crises conjugais dificilmente mostram “um aspecto só” – temos várias áreas para analisar!

Existem casais, que por algum tempo, se mantêm bem no relacionamento, mas ao passarem por uma dificuldade muito grande como, por exemplo, a perda de um filho, uma doença grave na família, problemas financeiros ou outro evento importante, entram em profunda crise. Desestabilizam-se por não conseguirem administrar a situação e não vão buscar ajuda externa, por parte de um conselheiro, um amigo, um pastor, um psicólogo. Nesses momentos tensos, alguém que está de fora – ou melhor ainda, quando é um amigo próximo – pode ser de grande ajuda nas mãos de Deus.

Alguns cônjuges casam-se sem a maturidade adequada. Não é preciso ser nenhum “vidente” para perceber que acontecerão sérios problemas no casamento, quando desde o namoro existem conflitos e dificuldades de relacionamento.

Também pode acontecer, da pessoa trazer para o casamento conflitos PESSOAIS que já existiam antes, por exemplo: sua dificuldade de enfrentar perdas, lidar com frustrações, ansiedade ou pressão. O resultado será que ao viver uma vida conjugal, não conseguirá enfrentar a realidade do dia a dia. Entrará em crise pessoal que afetará o casamento.

Existem os que também não estão preparados para enfrentar as ETAPAS de um casamento: a chegada do 1º. filho, ou do segundo, da adolescência dos filhos, do momento em que eles vão embora, que é a chamada fase do “ninho vazio”, ou o enfrentamento da terceira idade e a morte. Todas essas fases precisam ser encaradas, como um desenvolvimento natural da família, que devemos enfrentar com maturidade e de maneira equilibrada, mas nem sempre isso acontece de maneira favorável, trazendo crise à família.

Finalizando, “crises” fazem parte de nossa vida, como o próprio Jesus disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33). É preciso encará-las como oportunidades de crescimento e contar com a graça do Senhor para superá-las a cada dia.

Por Sergio Leoto (pastor) e Magali Leoto (psicóloga) escritores, palestrantes e trabalham junto às famílias, através do ministério “Fortalecendo a Família”, desde 1990.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: A importância da escuta no aconselhamento

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