O Céu como herança

(Foto: Crosswalk)

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Publicado em Quarta-feira, 20 Maio de 2020 as 3:48

Todo o processo de crescimento espiritual passa por algumas fases. É exatamente sobre isso, que Pedro fala nesta epístola. O primeiro degrau em cima do qual devemos pisar somos nós mesmos, selecionado os itens como maldade, engano, hipocrisia, inveja e maledicência (1Pd 2.1).

Somente depois de pisar e esmagar nossos impulsos carnais debaixo de nossos pés, é que poderemos pisar na cabeça do Diabo. Liturgias sem santidade comportamental não passa de aparência de piedade, mas nega o seu poder (2Tm 3.5). Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.

Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias. É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal. Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito (1Pedro 3:15).

Pedro não para por aí, ele dá um mapa capaz de nos levar ainda mais longe. Vá pelo caminho do respeito pelas autoridades governamentais, patrões, empregados, cônjuges e amigos. Os primeiros destinatários desta epístola eram cristãos perseguidos. Por esta razão, se tornaram os primeiros a perderem seus empregos, bens e liberdade. Saber responder perguntas sarcásticas, zombeteiras e desafiadoras é propriedade de quem separou, em seu coração, um lugar de honra para Jesus.

Pedro parece enfatizar o tom e o conteúdo das nossas respostas. A atitude é mais importante do que a lógica. Nossa carne gosta de vencer todas as discussões nas quais nos metemos. A sensação de vitória alimenta o ego, e quanto mais humilharmos o derrotado, mais realizados nos sentiremos. A nossa palavra deve ser temperada com sal, não com pimenta.

O que seria o mundo sem a Bíblia? Antes da Bíblia existir, cada um se conduzia conforme lhe dava na telha. Quer matar, então mata, quer roubar, vai adiante, quer fazer de conta que não viu a necessidade alheia, vá em frente. As nações cresciam motivadas pela sua sede expansionista, invadiam cidades, matavam mulheres, crianças e retiravam fetos das grávidas com a espada.

Com o advento da cultura judaico-cristã, os países de origem cristã adotaram as leis bíblicas como base da sua constituição. No entanto, pressionados pelo clamor popular, leis mais lights, acabam se deixando reger pelas conveniências. Para esquentar ainda mais o clima ético, as igrejas com fachada cristã tentam nos convencer do impossível: não abandonamos a Bíblia, apenas a reinterpretamos. Declaração politicamente correta. Ao invés de negar peremptoriamente os seus ensinamentos, a interpretam alegoricamente e tornam suas leis mais permissivas.

A própria Bíblia diz que logo será como nos dias de Noé. Ou seja, a mesma situação que motivou o advento do dilúvio se repetirá. Pelo andar da carruagem, podemos concluir, que voltaremos a plantar as mesmas raízes. A Igreja verdadeira será arrebatada e a que não for, colaborará para a instalação de uma nova era e fornecerá base bíblica adaptada às novas regras.

Cada um que cuide de si, se quiser se salvar desta geração corrupta e entrar na Arca do Arrebatamento. Somente quando sua alma for curada e santificada pela obediência aos ensinamentos de Jesus, poderá entrar no Gozo do Senhor. Tudo o que impregnar a sua alma ficará aqui e talvez você também fique, se é isto que escolheu.

Deus não construiu, nos domínios celestiais, um espaço para as trevas que você carrega consigo hoje.

Livre-se delas, se quiser o Céu como herança.

Por Ubirajara Crespo, pastor, conferencista, editor, autor das notas de rodapé da Bíblia do Guerreiro e dos livros “Qual o limite para o sofrimento” e “Rota de colisão”.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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