Pastor americano ligado a Trump vê Bolsonaro como defensor de Israel

Mario Bramnick discursa entre líderes da Casa Branca durante a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. (Foto: LCI Global)

Mario Bramnick discursa entre líderes da Casa Branca durante a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. (Foto: LCI Global)

Publicado em Segunda-feira, 8 Outubro de 2018 as 1:25

Muitos pastores que ajudaram a eleger Donald Trump nos Estados Unidos, em 2016, estão vendo com entusiasmo a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil.

Um dos pontos que atraem os líderes que fazem parte do Conselho Executivo Evangélico da Casa Branca está na política de Bolsonaro em relação à Israel.

“Entendo que se Jair Bolsonaro ganhar a eleição, como presidente ele vai tomar essa decisão de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém”, disse o pastor americano Mario Bramnick, de Miami, em entrevista por telefone ao jornal Valor Econômico.

O senador Magno Malta, um dos aliados da campanha de Bolsonaro, revelou em entrevista ao Guiame que o candidato do PSL pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para a cidade, assim que for eleito.

O movimento que reconhece a soberania de Jerusalém foi iniciado por Trump no fim de 2017, quando os EUA passavam a reconhecer a cidade como capital israelense. Em maio, a transferência da Embaixada americana foi concluída.

A medida foi criticada na ONU por 128 países, incluindo o Brasil, porque os palestinos reivindicam parte de Jerusalém como capital de seu futuro Estado. Por outro lado, Trump recebeu um forte apoio das igrejas evangélicas americanas.

Para o pastor, além do caráter religioso, essa iniciativa teria um efeito diplomático. “Obviamente, o presidente Trump está olhando que países estão seguindo o exemplo dos EUA na transferência da Embaixada. Isso vai ser um ponto que ajudará nas relações entre EUA e Brasil e, claro, entre Brasil e Israel.”

Bramnick é líder da entidade americana pró-Israel Latino Coalition for Israel e trabalhou no comitê nacional da campanha eleitoral de Trump junto a eleitores hispânicos e cristãos. Ele também ajudou a elaborar o programa de governo relacionado à política para Israel.

Depois que Trump foi eleito, o pastor se tornou um dos 40 membros do Conselho Executivo Evangélico, que se reúne pelo menos uma vez por mês para orar e expressar pontos de vista em reuniões com o presidente, o vice Mike Pence, e outros líderes do governo da Casa Branca.

“Eu tive conversas com outros líderes da nossa equipe de fé sobre Bolsonaro e está [um clima] muito positivo”, revelou.

Aproximação ao Brasil

Bramnick esteve no Brasil em agosto junto com Michelle Bachmann, membro do Partido Republicano, para comemorar os 70 anos de criação do Estado de Israel em um culto na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável, também participou da celebração.

Michelle sente o mesmo otimismo em relação à eleição de Bolsonaro. “Ela também é parte da equipe de fé e está [vendo um clima] muito positivo com o candidato Bolsonaro. Entre os que estão acompanhando a situação do Brasil, vê-se esse apoio a ele”, disse Bramnick, referindo-se a religiosos e republicanos nos EUA.

O pastor chegou a ter conversas com Eduardo, com Bolsonaro e com pastores brasileiros sobre Israel e também a respeito da importância da participação das igrejas evangélicas na campanha de Trump.

“O poder dos cristãos no Brasil é muito grande e é importante a mobilização das igrejas”, afirmou Bramnick.

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