Primeiro-ministro de Israel promete anexar partes da Judeia e Samaria antes da eleição

Benjamin Netanyahu, mostra áreas da Cisjordânia que pretende incorporar ao controle israelense. Região percorre a fronteira com a Jordânia. (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Benjamin Netanyahu, mostra áreas da Cisjordânia que pretende incorporar ao controle israelense. Região percorre a fronteira com a Jordânia. (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Publicado em Quarta-feira, 11 Setembro de 2019 as 3:21

Menos de uma semana antes das eleições nacionais, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou que pretende anexar partes da Judeia e de Samaria ao estado israelense. O anúncio irritou as Nações Unidas e a Liga Árabe.

"Esta é uma oportunidade histórica, uma oportunidade única, de estender a soberania israelense em nossos assentamentos na Judeia e Samaria, e também em outras regiões importantes para nossa segurança, nossa herança e nosso futuro", disse Netanyahu.

Em um discurso de campanha ao seu partido Likud, Netanyahu prometeu ainda anexar o vale do Jordão e a parte norte do Mar Morto.

"Hoje estou anunciando minha intenção de aplicar, com a formação do próximo governo, a soberania israelense no vale do Jordão e no norte do Mar Morto", disse.

A Autoridade Palestina considera esta parte da Cisjordânia para estabelecer um estado futuro.

O presidente Trump deve lançar seu "Acordo do século" entre Israel e Palestina após as eleições. Netanyahu prometeu anexar as áreas após a revelação do plano de paz.

“Por respeito ao presidente Trump e por grande confiança em nossa amizade, esperarei impor a soberania israelense sobre todos os assentamentos até depois da apresentação do plano diplomático do presidente”, explicou Netanyahu.

As Nações Unidas disseram que ações unilaterais não seriam úteis para o processo de paz.

"Essa perspectiva seria devastadora para o potencial de reavivar negociações, paz regional e a essência de uma solução de dois estados", disse Stephane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral da ONU.

A Arábia Saudita condenou a mudança como uma "escalada séria" e a Liga Árabe realizou uma reunião de emergência.

"O conselho está considerando este anúncio um desenvolvimento sério e uma nova agressão israelense por sua intenção de violar o direito internacional, a Carta da ONU e as resoluções pertinentes da legitimidade internacional", disse o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit.

Durante seu discurso, a segurança levou Netanyahu para fora da sala depois que as sirenes soaram quando terroristas em Gaza lançaram dois foguetes em Ashkelon e Ashdod, onde ele estava falando.

Netanyahu voltou mais tarde para terminar seu discurso.

Enquanto isso, os israelenses têm mais alguns dias para decidir em qual dos mais de 30 partidos políticos votarão.

"Ainda não tenho certeza sobre o que vou decidir, mas por enquanto parece que vou com Azul e Branco", disse Yoav, um eleitor israelense, à CBN News.

“Bibi, é claro. Somente Bibi, temos um ditado aqui: ‘Apenas Bibi. Realmente não acho que mais alguém possa levar Israel a lugares melhores agora”, disse Jonathan, um eleitor israelense.

Pesquisas mostram que o Likud e o partido azul e branco de Benny Gantz estão praticamente empatados. Após a eleição, a parte difícil começa com o “vencedor” trabalhando para reunir os partidos para formar um governo de coalizão.

Deixe um comentário