Ataque do Boko Haram levou muçulmano a se entregar a Cristo

Desde 2000, pelo menos 11.500 cristãos foram mortos e 13 mil igrejas foram destruídas na Nigéria. (Foto: CNN/Nema)

Desde 2000, pelo menos 11.500 cristãos foram mortos e 13 mil igrejas foram destruídas na Nigéria. (Foto: CNN/Nema)

Publicado em Terça-feira, 6 Novembro de 2018 as 12:43

“Exploda todas as igrejas e mate todos os cristãos”. Essa foi a diretiva de Abu Musab al-Barnawi, líder do Boko Haram, durante um ataque realizado pelos militantes islâmicos na Nigéria, em 2016.

Desde 2000, pelo menos 11.500 cristãos foram mortos e 1,3 milhão de cristãos fugiram de suas casas na Nigéria, de acordo com a organização Portas Abertas. Além disso, mais de 13 mil igrejas foram fechadas ou destruídas nos últimos 15 anos.

No entanto, o terrorismo promovido pelo Boko Haram foi um gatilho para a mudança de vida de Emmanuel (nome fictício por razões de segurança), de 20 anos, que foi criado em uma casa muçulmana rigorosa.

Ele vivia em uma aldeia invadida pelo Boko Haram, que realizou um massacre contra todas as pessoas — fossem elas cristãs ou não. Casas foram queimadas e o pai de Emmanuel foi assassinado. O jovem e sua mãe escaparam por pouco, com a ajuda de vizinhos cristãos.

Tocado pela bondade dos cristãos, Emmanuel ouviu atentamente suas palavras a respeito de Jesus Cristo. Ele ficou impressionado com a diferença drástica entre o amor oferecido por Jesus e o ódio pregado pelos extremistas.

Quando Emmanuel disse à sua mãe que queria se converter ao cristianismo, ela repudiou sua escolha e disse que ele estava cometendo um erro. Mas o jovem havia se decidido. Diante dos sofrimentos enfrentados por Cristo, Emmanuel concluiu que o sacrifício de se afastar de sua mãe seria pequeno.

Mesmo quando se tornou alvo da perseguição do Boko Haram, Emmanuel permaneceu firme em sua fé. “O Boko Haram atacou a aldeia onde eu estava com o plano de me matar, mas Deus me ajudou para que isso não acontecesse”, disse ele, de acordo com Rachel Godwin, da organização World Help.

Depois do incidente, Emmanuel conseguiu fugir para o sul do país, onde recebeu abrigo, educação e discipulado de um pastor.

Através do sofrimento, Emmanuel aprendeu a confiar em Deus e hoje está usando o seu testemunho para compartilhar o Evangelho com outros. Quando questionado sobre suas experiências, ele costuma ter uma resposta breve: “Que a glória seja dada a Deus”.

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