Extremistas hindus estupram filha de 4 anos de pastor que insistiu em evangelizar vizinhos

Cristãos protestam contra o extremismo religioso na Índia. (Foto: Reuters/Adnan Abidi/file)

Cristãos protestam contra o extremismo religioso na Índia. (Foto: Reuters/Adnan Abidi/file)

Publicado em Quarta-feira, 11 Setembro de 2019 as 10:46

Extremistas hindus estupraram a filha de 4 anos de um pastor na região central da Índia porque ele se recusou a parar de pregar e evangelizar, relatou um missionário local.

O pastor Samuel, um parceiro da Missão Portas Abertas dos EUA na Índia, disse ao site 'The Christian Post' que, ao longo dos anos, seu ministério acompanhou centenas de cristãos perseguidos por causa de sua fé no país do sul da Ásia.

Ele compartilhou a história de um pastor e sua esposa, que pouco depois de se casarem, decidiram se mudar para uma pequena cidade no centro da Índia para iniciar um ministério para crianças.

"Eles compartilhavam o Evangelho com essas crianças que foram deixadas na casa deles", disse Samuel. "Em pouco tempo, essas crianças começaram a se sair bem na escola e a mudar seu comportamento, de modo que seus pais ficaram curiosos e perguntaram sobre Jesus".

Vendo o interesse crescente da comunidade pelo cristianismo, o pastor e sua esposa decidiram iniciar uma pequena igreja em sua casa. Naquela época, sua filha começou o jardim de infância na escola local.

Pouco tempo depois do início da igreja, um grupo de extremistas hindus encurralou o pastor e ordenou que ele parasse de evangelizar.

"Eles disseram para ele parar de compartilhar o Evangelho ou sofreria 'consequências terríveis'", disse Samuel.

No entanto, o pastor manteve sua posição, dizendo aos extremistas hindus: "Meu Deus me chamou para servir a essas crianças e às pessoas desta cidade. Vou continuar a pregar o Evangelho. Façam o que vocês quiserem comigo".

Pouco tempo depois, o pastor estava viajando para uma conferência de treinamento ministerial, quando sua esposa recebeu um telefonema da escola da filha dizendo que a menina estava doente e vomitando.

"Eles disseram: 'você deveria levá-la ao médico, ela está muito doente'", disse Samuel. "A menina não parava de chorar, então sua mãe a levou ao médico".

No hospital, os médicos informaram à esposa do pastor que sua filha havia sido estuprada.

"Os extremistas hindus planejaram e conspiraram na escola com alguns homens que estupraram a criança de 4 anos", disse Samuel. "Isso destruiu a vida do pastor e de sua esposa."

Apesar das repetidas tentativas de registrar uma queixa na polícia, o pastor e sua esposa foram ignorados.

"Eles não tinham ideia do que fazer; a escola negou tudo e a polícia não quis ouvir", disse Samuel. "Eventualmente, um de nossos voluntários entrou em contato com eles [pastor e esposa] e temos ministrado a eles desde então".

"É difícil para eles, mas pela graça de Deus eles puderam ser ministrados em seu tempo de dificuldade", continuou ele. "Deus está usando isso. O pastor estava me dizendo que quando eu o conheci, ele teria desistido de seu ministério por causa do que aconteceu com o filha deles. Mas eles foram capazes de se recuperar e entender que Deus ainda pode usá-los para trazer outros a Cristo".

"Hoje", ele acrescentou, "eles continuam seu ministério com as crianças na mesma vizinhança".

Dura realidade

Samuel disse ao 'Christian Post' que tais histórias não são incomuns na Índia, que é a décima pior nação do mundo em se tratando de perseguição aos cristãos, de acordo com a Lista Mundial de Perseguição Religiosa de 2019 da Portas Abertas (EUA).

Desde que o Partido Bharatiya Janata chegou ao poder em 2014, os ataques de radicais hindus contra cristãos e outras minorias religiosas aumentaram, disse Samuel, acrescentando que agora o governo está tentando aprovar leis radicais de conversão para penalizar aqueles que se converterem ao cristianismo.

Além disso, o governo está buscando "secar as fontes" do financiamento externo para organizações cristãs e sem fins lucrativos que atuam na Índia, em esforços para reduzir o crescimento e a disseminação do cristianismo no país.

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