Família cristã acusada de blasfêmia escapa de ataque muçulmano, no Paquistão

Forçadas a trabalhar, famílias cristãs são acorrentadas para impedir fuga. (Foto: Reprodução/Claas)

Forçadas a trabalhar, famílias cristãs são acorrentadas para impedir fuga. (Foto: Reprodução/Claas)

Publicado em Quinta-feira, 5 Dezembro de 2019 as 3:34

Centenas de muçulmanos se reuniram para matar uma família cristã paquistanesa após serem acusados ​​de blasfêmia.

Aftab Masih, 42, sua esposa e cinco filhos foram salvos do perigo por clérigos locais que interferiram para acalmar a multidão reunida em Railway Colony, Wazirabad. A polícia foi chamada.

Masih foi acusado de blasfêmia depois de discutir com Zain Shah, de 18 anos, que tentava persuadir seus dois filhos Akash, 12 e Adnan, de cinco anos, a se converter ao Islã.

Os meninos haviam sido autorizados a tirar água das torneiras na mesquita próxima, mas Zain disse a eles que, a menos que se convertessem, estariam contaminando as torneiras.

Quando Masih disse a Zain para não interferir, uma discussão começou entre eles.

Masih disse a Zain que se os muçulmanos não conseguiram converter Baba Guru Nanak, para o Islã, por que ele continuaria incomodando seus filhos.

Após a discussão, Zain acusou Masih de blasfêmia, e logo seu irmão e pai chegaram para continuar a luta com Masih.

À noite, uma multidão de cerca de 300 homens havia se reunido - armados com paus e outras armas.

Apesar da intervenção policial, foi decidido que o assunto será tratado por Asif Hazarvi, líder de Jamiat Ulema-e-Pakistan (JUP).

Zain e Masih foram convidados a escrever declarações. Depois, as duas testemunhas de Masih o escoltaram para casa, mas havia grupos de homens revoltados esperando por ele e um padre católico que chegaram em um carro e pediram que ele fosse embora.

Masih e sua família foram forçados a deixar a área.

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