Mais de 120 cristãos foram mortos em ataques nas últimas semanas, na Nigéria

Vala comum na vila de Dogo Nahawa, na Nigéria. (Foto: Reuters/Akintunde Akinleye)

Vala comum na vila de Dogo Nahawa, na Nigéria. (Foto: Reuters/Akintunde Akinleye)

Publicado em Terça-feira, 4 Agosto de 2020 as 12:12

Um verdadeiro massacre foi promovido por militantes Fulani no mês de julho contra aldeias predominantemente cristãs na Nigéria. Pelo menos 121 pessoas foram mortas e milhares foram deslocadas em uma série de ataques no sul do estado de Kaduna, informa a organização Barnabas Fund.

O derramamento de sangue começou em 12 de julho, com um ataque de três dias à comunidade agrícola de Chibob, que deixou 22 mortos. Em seguida, militantes Fulani deixaram pelo menos 38 mortos em ataques na cidade de Kagoro na semana de 19 de julho, além de 32 mortos em Kukum Daji e Gora Gan, em ataques separados.

Em 22 de julho, armados com facas e facões, militantes de Fulani invadiram casas em uma aldeia predominantemente cristã em Kizachi, no sul do estado de Kaduna, assassinando três crianças e dois jovens.

Os mortos em Kizachi foram Kefas Monday, 17 anos, Lydia Monday, 14, Jummai, 9, Giwa Thomas, 14 e Living Yohanna, 27.

Em um ataque noturno durante uma tempestade torrencial em 23 de julho, pelo menos sete cristãos morreram na vila de Doka Avong, no estado de Kaduna, enquanto militantes atacaram brutalmente homens, mulheres e crianças desarmados com facões.

Este foi o segundo ataque à vila em poucos dias, deixando sete mortos. Até o momento, alguns sobreviventes feridos estão em estado grave no hospital. Muitos outros estão desaparecidos. Os militantes também incendiaram várias casas.

Entre os mortos em Doka Avong, estão John Mallam, 80 anos, Albarka Mallam, 85, Jumare Sule, 76, Hannatu Garba, 55, Thaddeus Albarka, 32, Luvinus Danmori, 52 e Daniel Mukadas, 70.

No dia 24 de julho, na cidade de Zipak, também no estado de Kaduna, pelo menos dez cristãos morreram, com idades entre cinco e 75 anos. A onda de saques, vandalismo e incêndios criminosos dos militantes terminou com os assassinatos brutais, apesar da presença do Exército, policiais e unidades paramilitares estacionadas a apenas um quilômetro de distância.

Os mortos em Zipak foram Joel Cephas, 5 anos, Kingsley Raphael, 28, Katung kantiock, 60

Luka Garba, 75, Victor Ishaya, 22, Madam Dakaci, 52, Kuyet Yayock, 25, Cecelia Audu, 65, Matina Dauda, 70 e Yanasan Dauda, 70.

Um toque de recolher foi imposto em toda a região de Jemma após o ataque de Zipak. Mas os militantes Fulani voltaram em 25 de julho para aterrorizar a comunidade, que ainda estava em luto pelos assassinatos do dia anterior.

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