Guerrilheiros tentam matar pastor na Colômbia, mas morrem durante ataque

O pastor Pablo foi ameaçado após iniciar a construção de um novo templo para sua igreja. (Foto: Reprodução).

O pastor Pablo foi ameaçado após iniciar a construção de um novo templo para sua igreja. (Foto: Reprodução).

Publicado em Quinta-feira, 8 Fevereiro de 2018 as 9:58

A obra de Deus tem crescido na Colômbia, mesmo com a forte perseguição no país. Casos como o do pastor Pablo reforçam essa ideia. Ele continua firme no propósito de Deus, mesmo após grupos armados assassinarem um pastor que atuava em sua região.

Antes, sua igreja contava com mais de 140 membros. Logo o espaço ficou pequeno e os fiéis acharam melhor construir um templo mais amplo. Mesmo achando arriscado devido às restrições impostas pela guerrilha, o pastor Pablo construiu uma igreja para 200 pessoas.

Mas, nem tudo foi tão fácil. Pablo correu grandes riscos, a ponto de ser ameaçado pessoalmente por um comandante dos grupos armados. Foram oferecidas três opções ao líder cristão: ficar quieto (ou seja, não pregar o Evangelho), ir embora ou morrer.

O pastor se recusou a se dobrar diante do que estava sendo oferecido e por isso um guerrilheiro foi enviado para destruir o templo e matá-lo. A construção já estava na metade. O atacante não encontrou o pastor em casa. Esse foi um dos livramentos que Pablo viveu, pois o guerrilheiro voltou várias vezes no mesmo dia.

Sem sucesso, foi até a casa de uma irmã da igreja e lhe contou que se não matasse o pastor, seria morto pela guerrilha. Ele preferiu se entregar ao exército e sair do grupo armado do que executar a ordem que havia recebido.

Risco de morte

Quando não se consegue atingir o líder cristão, os olhos dos atacantes se voltam para a família. Assim segue a história do pastor Pablo. O próprio comandante foi com outros quatro homens assassinar o líder e no exato momento apareceu um helicóptero, que matou três deles. Os outros dois conseguiram fugir.

Como não conseguiram matar Pablo, se voltaram contra seus filhos. Suas duas filhas na época com 10 e 13 anos corriam o risco de ser recrutadas para a guerrilha na escola onde estudavam. É neste momento que entra a Portas Abertas e o abrigo para filhos de cristãos perseguidos, a Casa Abrigo Visão Ágape.

Apesar de se distanciar do pai, as garotas ficaram mais seguras no abrigo. Após esses acontecimentos, Pablo foi enviado para outra região por sua denominação, pois o presidente da mesma disse: “Não queremos outro pastor morto”.

No fim das contas, o pastor Pablo não foi morto e sua igreja não foi destruída. Atualmente, a congregação está sob os cuidados de jovem pastor, que era aprendiz de Pablo. Depois de 14 anos vivendo em meio à perseguição, agora ele e a esposa vivem em uma região um pouco mais segura.

Pablo mora perto da Casa Abrigo Visão Ágape, lugar onde está seu filho. Ele também está próximo da universidade onde as filhas estudam. Hoje ele oferece apoio aos pastores da região, visitando-os de tempos em tempos de forma secreta e segura. Pablo também dá treinamento e capacitação através da Portas Abertas. Ele encoraja a igreja brasileira a “aproveitar cada oportunidade para falar de Deus para toda pessoa que aparecer ao nosso lado”.

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