Pastor usa evidências históricas para comprovar a veracidade da Bíblia

Michelson Borges durante o Encontro Nacional de Universitários. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)

Michelson Borges durante o Encontro Nacional de Universitários. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)

Publicado em Quinta-feira, 3 Agosto de 2017 as 1:26

Diante da incredulidade da sociedade em relação aos fatos apontados pela Bíblia Sagrada, o pastor e jornalista Michelson Borges disse que, em algumas ocasiões, argumentos extra bíblicos são utilizados para comprovar sua autenticidade.

“Devido ao ceticismo da sociedade pós-iluminista, às vezes, temos que fazer uso de argumentação extra bíblica para dar às pessoas pelo menos o benefício da dúvida”, disse ele durante o Encontro Nacional de Universitários.

Para atestar a veracidade da Palavra de Deus, Borges apresentou inúmeras evidências históricas sobre a criação do universo, a queda do homem, o dilúvio, a Torre de Babel, o êxodo, Sodoma e Gomorra e os milagres de Jesus.

“O relato da queda pelo engano da serpente é sugerido também em outras culturas não bíblicas”, disse ele, citando o selo mesopotâmico do terceiro milênio a.C. “Resquícios dessa história são encontrados em relatos de outras culturas”.

Já o dilúvio foi registrado por mais de 200 culturas espalhadas pelo mundo, de acordo com Borges, conforme registros de Gilgamesh e Platão em Timeu. “Os detalhes vão sendo alterados, mas sempre coincidem — todos dizem que a água inundou a Terra, um barco grande promoveu um escape e uma família foi preservada para manter a raça humana”, conta o pastor.

Os zigurates encontrados na antiga cidade de Ur, localizada hoje no Iraque, atestam que o povo de Babel construiu torres com propósitos religiosos, observa Borges, falando sobre as evidências da Torre de Babel. “Além disso, estudos linguísticos têm demonstrado que os idiomas remontam a um tronco comum, à medida que nós recuamos no tempo”, explica.


Michelson Borges durante o Encontro Nacional de Universitários. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)

O êxodo é confirmado através de estudos que indicam a existência de escravos hebreus no Egito, conforme atestam as pinturas das pirâmides de Beni Hasam. Já as pragas do Egito foram descritas no papiro do sacerdote egípcio Ipuwer, descrito a seguir:

“Os estrangeiros [hebreus] vieram para o Egito. Eles têm crescido, estão por toda a parte. O Nilo se tornou sangue. As casas e as plantações estão em chamas. A casa real perdeu todos os seus escravos. Os mortos estão sendo sepultados pelo rio. Os pobres [escravos hebreus] estão se tornando donos de tudo. Os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente. O nosso ouro está no pescoço dos escravos. O povo do Oásis [terra de Gósen] está indo embora e levando as provisões para o seu festival”, conforme texto traduzido pelo arqueólogo brasileiro Rodrigo Silva no livro “Escavando a Verdade”, p.99.

Borges observa que há uma predisposição para a descrença em relação à Bíblia. “A história de Cristo começou a ser registrada entre 40 e 60 anos depois de sua ressurreição. Havia muitas testemunhas oculares vivas ainda e, mesmo assim, há quem duvide que Jesus tenha existido. A história de Alexandre, o Grande começou a ser escrita de 300 a 400 anos depois dos eventos registrados, e ninguém duvida”.

O pastor observa que ninguém morreria por uma mentira inventada, mas os cristãos foram martirizados por causa do Evangelho. “Os cristãos só perderam do ponto de vista humano por causa dessa história, porque eles sabiam que Cristo era real”, disse Borges.

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