Ciclone bomba deixa igrejas destruídas em Santa Catarina

Entrada da Comunidade Luterana do Centro de Blumenau fica destruída pela passagem do ciclone extratropical. (Foto: Reprodução/Milton Jandrey/Facebook)

Entrada da Comunidade Luterana do Centro de Blumenau fica destruída pela passagem do ciclone extratropical. (Foto: Reprodução/Milton Jandrey/Facebook)

Publicado em Quarta-feira, 1 Julho de 2020 as 3:20

A Comunidade Luterana do Centro de Blumenau foi uma das construções atingidas pelos ventos de mais de 120 quilômetros por hora, produzidos pelo ciclone bomba que chegou ao estado de Santa Catarina na tarde desta terça-feira (30).

A igreja estima um prejuízo de até R$ 200 mil por conta dos estragos causados pelo ciclone no entorno da Igreja do Espírito Santo, imóvel histórico da cidade. Líderes religiosos do município já começaram uma mobilização para arrecadar doações.

Placa da Igreja Luterana derrubada. (Foto: Reprodução/Facebook)

A estrutura da igreja em si não foi afetada e as árvores que ficam em volta do templo se mantiveram de pé. Na região do cemitério e em outros imóveis que pertencem à Comunidade, porém, os estragos foram grandes. Árvores inteiras foram arrancadas pelas raízes e comprometeram alguns túmulos. Houve também destelhamentos nos locais que abrigam a administração e a zeladoria da estrutura.

Fotos mostram o cenário de destruição no local. A placa instalada nos 500 anos da Reforma Luterana e que indica o acesso à igreja foi ao chão e uma árvore bloqueou a entrada principal próximo ao Angeloni da Fonte. Houve, ainda, prejuízos na rede elétrica da Comunidade, segundo o pastor Milton Jandrey.

Outras igrejas tiveram seus prédios destruídos, com destelhamentos e quedas de árvores sobre as construções.

Igreja foi destelhada na Estrada Mildau, na zona rural de Joinville. (Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND)

O monumento pertence à Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, fica próximo ao Terminal da Fonte, e foi tombado como patrimônio histórico em 2002. Inaugurada em 1877, a estrutura mantém as características do passado, mas precisa de um restauro para continuar aberta à comunidade.

Em setembro do ano passado começou uma mobilização pela captação de recursos que envolve lideranças empresariais e políticas do Vale do Itajaí. O projeto do restauro foi aprovado pelo governo federal via Lei Rouanet, e será possível captar até R$ 5,2 milhões com incentivos fiscais para pessoas físicas e jurídicas.

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