Mais de 3 mil terroristas do Estado Islâmico se rendem para forças militares na Síria

Segundo porta-voz, jihadistas estão se rendendo em massa desde a segunda-feira (11) junto com mulheres e crianças.

Fonte: Guiame, com informações do G1Atualizado: quarta-feira, 13 de março de 2019 às 13:38
Combatentes do Estado Islâmico sendo rendidos na Síria. (Foto: Twitter/Mustefa Bali)
Combatentes do Estado Islâmico sendo rendidos na Síria. (Foto: Twitter/Mustefa Bali)

Cerca de três mil combatentes do grupo Estado Islâmico (EI), se renderam nesta terça-feira (12) às Forças Democráticas Sírias (FDS), que atacam seu último reduto no leste da Síria, informou Mustefa Bali, porta-voz das FDS, uma aliança curdo-árabe apoiada pela coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos.

O Estado Islâmico e seus braços, como Boko Haram, é um dos grupos terroristas que mais atacam cristãos.

Segundo Mustefa Bali, a forças sírias continuam seu “impulso final contra o que resta do chamado califado e os jihadistas estão rendendo em massa desde ontem”.

O porta-voz aponta que junto com os combatentes estão sendo rendidas suas famílias, incluindo crianças. “Mais de 3 mil se renderam às nossas forças em 24 horas”, reportou.

De acordo com o porta-voz das FDS, Adnane Afrine, os evacuados estão sendo transferidos do vilarejo de Baghuz, na província de Deir Ezzor, para um posto de controle da coalizão curdo-árabe.

Após uma noite de intensos bombardeios, um precário acampamento de tendas é tudo o que resta do “califado” autoproclamado pelo Estado Islâmico em 2014 em vastos territórios na Síria e no Iraque.

As forças sírias lançaram em dezembro a ofensiva final contra este reduto, mas a suspendeu várias vezes para permitir a evacuação de civis e combatentes.

No domingo (10), retomaram a ofensiva. Após duas noites de bombardeios, muitos jihadistas se renderam.

Na manhã desta terça, a calma prevalecia na região. Os aviões sobrevoavam as posições sem realizar bombardeios, constatou a AFP.

“A operação militar continua, mas desacelera durante o dia”, afirmou à AFP um comandante das FDS.

Chamas vistas no céu durante combate contra o Estado Islâmico no vilarejo sírio de Baghouz em 11/03/2019. (Foto: Rodi Said/Reuters)

'Violentos' combates

Os combates em terra provocaram na segunda-feira a morte de 40 jihadistas e de três combatentes das FDS, segundo um porta-voz da força árabe-curda, Mustefa Bali.

Os aviões da coalizão anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos bombardearam a área e destruíram veículos blindados e depósitos de armas, segundo Bali.

Ali Sher, comandante de uma unidade das FDS, participou com três grupos de homens de seu batalhão de "violentos" combates na segunda à noite.

Ele explicou que a tática de priorizar ações noturnas foi adotada porque durante a noite "os aviões da coalizão visam tudo o que se move, enquanto que aqueles que se rendem o fazem de manhã. Então, interrompemos nossos disparos para que se rendam", afirmou.

Cerca de 59 mil pessoas já deixaram Baghuz desde dezembro, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A maioria foi levada ao campo de deslocados de Al Hol (noroeste), onde vivem atualmente mais de 66 mil pessoas, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“Os últimos que chegaram (...) estão fisicamente pior”, acrescentou.

Desde dezembro, 113 pessoas - das quais dois terços com menos de cinco anos - morreram a caminho ou pouco depois de chegara ao acampamento, segundo a organização.

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