CDs foram extintos? Aplicativo une conteúdo físico ao digital

A startup DVFLIX desenvolveu uma plataforma de cards que promete substituir o CD e o DVD. (Foto: Divulgação)

A startup DVFLIX desenvolveu uma plataforma de cards que promete substituir o CD e o DVD. (Foto: Divulgação)

Publicado em Terça-feira, 6 Novembro de 2018 as 6:24

Com a proposta de unir o físico com o digital, a startup DVFLIX surge no mercado de streaming como uma plataforma alternativa para quem está acostumado a ouvir músicas no Spotify ou YouTube.

As músicas são armazenadas em um card e baixadas no smartphone através do aplicativo da DVFLIX, sem depender de ferramentas online. O card DVFLIX tem capacidade para 80 minutos de conteúdo, seja música ou vídeo, e permite a inserção de fotos, letras e cifras das músicas.

“Trouxemos de volta para o cenário a possibilidade de vender e divulgar o trabalho dos artistas pelo meio físico. Queremos que as pessoas voltem a saber informações do CD, como a equipe técnica que participou do projeto”, conta o CEO da DVFLIX, Farley Arruda Cruz, que destaca uma remuneração mais alta para o cantor. “Nossa via é de duas mãos. Não só a plataforma que ganha, mas o artista também”.

Na mira da DVFLIX está o mercado cristão, que tem alta demanda por produtos físicos para levar a viagens missionárias e shows. De acordo com a Associação de Empresas e Profissionais Evangélicos (Abrepe), a música gospel responde hoje por 20% do mercado fonográfico nacional.

São R$ 2 bilhões por ano movimentados em vendas de CDs e DVDs – produto que cresce 33% ao ano e vende 500 milhões de exemplares por meio de 4,5 mil cantores e bandas. “Sabemos que não apenas o gospel se beneficiará com a DVFLIX, já que o produto permite a gravação em cards de palestras, conferência e, em breve, e-books”, adianta o CEO.

Como funciona

Ao adquirir o cartão do artista, é preciso baixar o aplicativo – já disponível em Android e IOS. Depois, basta acessar o site da DVFLIX, se cadastrar com login e senha e inserir o código que vem no verso do card. O arquivo é mais leve que o MP3 – celulares simples comportam a ferramenta tranquilamente – e não depende de ferramentas online, como Google, Adobe, entre outros.

Na próxima vez em que adquirir um cartão, o usuário já pode entrar direto no aplicativo e digitar o código. Também é possível fazer o download das músicas e vídeos, assim como acontece no Spotify.

O início de tudo

O empresário Farley Arruda trabalha há quase 20 anos no meio musical. Além de maestro, produziu e gravou diversos artistas. Com o passar dos anos, viu o mercado de CDs e DVDs diminuir, principalmente no segmento em que ele mais atua: o gospel. Numa viagem para os Estados Unidos, Arruda viu a enorme aceitação dos Gift Cards e decidiu investir em um produto capaz de devolver ao artista essa importante forma de divulgação e remuneração.

“Quero que o cantor, ou o dono da obra, palestrante, escritor, tenha a remuneração pelo que ele fez. As plataformas, em geral, ganham muito, e o dono da obra fica com uma pequena parte”, avalia o empresário.

Para chegar a um modelo seguro e com facilidade de uso e armazenamento, Arruda levou quatro anos e investiu R$ 4 milhões. “Acredito na união do físico com o digital. Hoje o artista tem um meio de voltar a vender seu material”, finaliza.

Deixe um comentário